sábado, 29 de janeiro de 2011

Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.

O vento varria os sonhos
E as amizades…
O vento varria as mulheres…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos…
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.

(Manuel Bandeira)


*Em Canção do vento e da minha vida, o poeta supera todas as tristezas e perdas. Ao mesmo tempo em que perdia o viço da mocidade mais experiência (aromas), mais luz (estrelas) e mais músicas (cânticos) ganhava.
Se ele perdia sonhos e amizades com o tempo, como perdera a de Mário de Andrade, um grandioso amigo, assim como as mulheres de sua vida, como a mãe, a irmã, ele ganhava outras amizades femininas e outros amigos também de grande estima.
Se o tempo levava os meses, os sorrisos e tudo de tantos, ele mais ganhava prêmios, amizades, sorrisos, reconhecimento assim como em idade.
(Texto/ internet)

Eu e o vento

Comecinho de noite. A tarde de verão ficou entre 33 e 34 graus; sol escaldante. Muitos, para fugir do calor que ainda faz optariam por um ar condicionado, um banho de piscina, um mergulho no mar ou sair pra rua e tomar uma loira gelada com os amigos. Enfim, cada macaco no seu galho. Minha opção foi preparar um geladésimo refresco de acerolas fresquinhas, montar a rede e sentir a brisa fresca do vento que corria pela minha varanda. Como nada é perfeito peguei um tubo de spray contra pernilongos, também (rs). Por ser horário de verão ainda está claro e dá pra ver, de onde eu estou, o balanço da minha roseira carregada de rosas selvagens, o vai e vem das folhas de uma imensa palmeira , a algazarra da garotada com suas pipas coloridas lá no alto, a fúria de uma mãe por terem cortado a pipa de seu filho bem menor que os outros e o mais importante pra pra mim, admirar o meu pé de acerolas e agradecer à natureza pelo prazer desse meu esplêndido momento.

Entre um pensamento e outro lembrei de Fernando Pessoa quando disse: "Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido". Lindo e verdadeiro pra mim. De fato, não preciso ver o vento e nem mesmo nele tocar mas com ceteza sentir o toque dele em mim; senti-lo e ouvi-lo passar. Refleti um pouco mais; e se ele, o vento, fosse colorido? Como seriam as pipas, as asas-deltas, os paraquedas...creio que seria muito sem graça isso tudo em preto e branco. E aí como ficariam os palmeirenses, os são paulinos, os flamenguistas vendo só os corinthianos no lá alto (rs)...brincadeirinha....abafa o caso.

Não, vento colorido, pra mim, são as borboletas, as joaninhas e os pássaros voando e discordo de Mario Quintana, que amo de paixão, ao dizer que "A maior dor do vento é não ser colorido”. Que nada, vento não precisa de cor e sim de leveza, de magia, de brandura, precisa de um certo mistério no ar como toda a natureza tem. E mais, precisa ser do jeitinho que ele é e está sendo agora, nesse exato momento, refrescando o calor deste ser humano que vos fala. :)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Amor e Perseguição

Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor em bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará,e, caso o faça vai frustrar suas expectativas, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza,ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.

O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscaras e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar.
Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.

(Martha Medeiros)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Martha Medeiros

Dias atrás assisti, pela tv, uma entrevista com a escritora Martha Medeiros. Gosto de seus textos e de sua forma simples e objetiva de escrever. Gostei também da entrevista. No final ela citou uma frase de Norman Mailer, escritor americano, que diz : "as pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas, quando, na realidade o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas".
Como sempre faço entrei no Google e fui pesquisar algo mais sobre o escritor e encontrei um texto da própria Martha opinando sobre tal frase. Não podia ser diferente, gostei e bateu com o meu modo de pensar e por isso deixo-o aqui também, mas na minha próxima postagem. :)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Tudo que é novo traz insegurança

Como é dificil a primeira postagem!!! Dúvidas sobre o que deixar aqui: poesia, receitas, os scraps person. do meu Orkut, vídeos musicais...E as imagens? Humm... pelo jeito, isto aqui vai é virar uma miscelânea ! Um pouco de tudo. O que der vontade e tenha a ver comigo , eu posto. Resolvido. É isso aí, sem estresse, quero algo simples, do jeito que eu sei fazer e escrever, sem normas e métodos.
A idéia do blog surgiu para que eu tivesse e experimentasse mais um tipo de terapia virtual. O nome Voile Ao Vento porque passa a sensação de algo leve, livre, solto, com cheirinho de brisa no ar. Bem, o primeiro post enfim saiu; que venham muitos outros. E não é que eu gostei!!! :)