sábado, 29 de janeiro de 2011

Canção do vento e da minha vida

O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.

O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.

O vento varria os sonhos
E as amizades…
O vento varria as mulheres…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos…
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.

(Manuel Bandeira)


*Em Canção do vento e da minha vida, o poeta supera todas as tristezas e perdas. Ao mesmo tempo em que perdia o viço da mocidade mais experiência (aromas), mais luz (estrelas) e mais músicas (cânticos) ganhava.
Se ele perdia sonhos e amizades com o tempo, como perdera a de Mário de Andrade, um grandioso amigo, assim como as mulheres de sua vida, como a mãe, a irmã, ele ganhava outras amizades femininas e outros amigos também de grande estima.
Se o tempo levava os meses, os sorrisos e tudo de tantos, ele mais ganhava prêmios, amizades, sorrisos, reconhecimento assim como em idade.
(Texto/ internet)

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