quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Mario Quintana e eu

Mario Quintana é um um dos meus poetas preferidos e como tal não poderia deixar de marcar presença aqui no meu cantinho. O que eu mais gosto quando leio Quintana é aquela pitadinha de bom humor que ele sutilmente usa em muitas de suas poesias e frases. Gosto disso, de textos que contenham uma certa dose de ironia e sarcasmo. Fica mais leve, mais gostoso de ler, ainda mais sendo eu um tanto preguiçosa para tal coisa. Sempre fui. Desde a época do colégio. Redação pra mim era um martírio. Não saía nada. Então, eu usava o velho truque de escrever com letras enormes (rs). E a professora, de português, pegava no pé, claro e em seguida vinha ela com uma imensa lista de livros chatos, dizendo: só faz uma boa redação quem lê muito. E eu não lia coisa nenhuma e depois evidentemente me ferrava. Foi então que resolvi entrar para o círculo do livro e comecei a comprar e a ler romances, os mais fininhos, com letras grandes tipo Love Story, Horizonte Perdido e outros que já nem me lembro mais. O único, daquela época, que conservei e reli dias atrás foi o "De Bar em Bar".

O tempo foi passando e de vez em quando eu ia na biblioteca municipal emprestar algo pra ler. Da minha lista atual, de leitura, consta "O Mundo de Sofia". Coisa de louco! Não entendi direito mas li até o fim.

Voltando ao Quintana, esta minha paixão à primeira vista pelo poeta devo ao Orkut. Isto mesmo. Foi naquela de enviar scraps para amigos, participar de várias comunidades que voltei a ter contato, quase que diário, com o mundo da poesia. E agora, cá estou depois de muito ler e muito pesquisar, postando mais uma vez. E pesquisar é preciso porque são muitos os "falsos Quintanas" rolando por aí. E pesquisando li num site que a poesia "Um Dia" que a dupla de cantores sertanejos Bruno e Marrone declama no início dos seus shows, seria do Mario Quintana, mas não é. Até mesmo aquela poesia que diz: "... segredo é não correr atrás das borboletas...é cuidar do jardim para que elas venham até você..." também não é dele. E eu que a enviei umas duas vezes, sem saber! :(
É, na net, correto mesmo só aquele ditado: Na net nada se cria, tudo se copia.

Para quem conheceu, assistiu suas palestras ou até mesmo já leu muito sobre Mario Quintana diz que o poeta era uma pessoa simples mas que ficava possesso quando lia seu nome escrito com acento, no caso M(á)rio. Com certeza, onde quer que esteja, ele certamente continua p. da vida porque o que mais se vê por aí é o nome dele acentuado. Coitadinho do bom velhinho, nem descansar em paz ele pode (rs). :)



DO ESTILO

O estilo é uma dificuldade de expressão.

Mario Quintana (Caderno H)

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