terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um giro pelo mundo

Este texto, de 10/02/211, eu peguei do blog da minha filha Thais...escrito por ela mesma. Vale a pena ler.


Revolução 2.0
Eu olho agora as notícias sobre a crise que abate o Egito e penso no papel da internet nisso tudo. Até alguns dias eu não tinha uma ideia tão clara disso, mas agora, após Wael Ghonim ser solto pelos policiais, não há mais dúvidas de que se trata mesmo de uma revolução da internet, algo que nunca havia acontecido antes. Sempre acreditei que essas redes sociais têm um grande poder de mobilizar pessoas, mas eu nunca achava que isso tivesse outros resultados práticos se não o de gerar porcarias. Mas vendo os últimos acontecimentos do Egito, acompanhando a história de Ghonim, ele próprio diretor da Google, minha concepção de redes sociais mudou radicalmente.

Ghonim é diretor de marketing da Google no Oriente Médio e, via redes sociais, ele e seu grupo conseguiram a mobilização de milhares de pessoas para o primeiro grande levante popular contra o governo egípcio, no 25 de Janeiro. Agora, após ser preso por 12 dias e ser libertado, ele concede entrevistas emocionantes, fortes e dá um novo fôlego ao movimento. E diz que esta é uma revolução da internet, sem líderes, mas com muitos heróis.

O final da entrevista é de arrepiar: "... várias vezes eles [policiais] simplesmente atiraram nas pessoas. Eles ficavam sobre a ponte e atiravam nas pessoas que estavam sob ela. Isso é um crime. Este presidente deve renunciar, porque isso é um crime. E eu posso te dizer, (...) tenho muito a perder nesta vida (...), eu trabalho na melhor empresa para se trabalhar no mundo, eu tinha a melhor esposa e eu amo meus filhos, mas estou disposto a perder tudo isso para que meu sonho se torne realidade e para que ninguém vá contra o nosso desejo. Ninguém! E estou dizendo isso para Omar Suleiman. Ele vai assistir a esta entrevista. Você não vai nos deter. Sequestre-me. Sequestre todos os meus colegas. Coloque-nos na cadeia. Mate-nos. Faça o que quiser. Nós vamos ter nosso país de volta. Vocês têm ferrado com este país durante 30 anos. Já basta. Já basta. Já basta".

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